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Um homem foi condenado a 30 anos de prisão por ter matado a tiros a própria mãe, Ester Conceição de Souza de 82 anos, em 2009 na cidade de Araçagi, no Agreste paraibano. A decisão pela condenação do réu, João Batista Filho, foi tomada na sexta-feira (10) pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Araçagi, mas divulgada apenas nesta segunda-feira (13).

O juiz responsável pela sentença, Fábio Brito de Faria, informou que, como o acusado evadiu-se da região nos últimos anos, foi imediatamente decretada a prisão preventiva de João Batista, após a pronúncia do julgamento pelo Conselho de Sentença, sob o fundamento da garantia da aplicação da lei penal.

O crime foi registrado no dia 30 de maio de 2009. A vítima foi assassinada em frente a sua casa, na Zona Rural de Araçagi. No dia seguinte ao óbito, os filhos da vítima promoveram às pressas o seu enterro, espalhando a notícia de que Ester teria morrido de uma queda em seu quintal. Ainda de acordo com os autos, o cortejo fúnebre foi interrompido pela polícia que recebeu denúncias de que a vítima havia sido assassinada com disparo de arma de fogo, o que se comprovou por laudo pericial feito mais tarde.

Segundo testemunhas ouvidos nas investigações, os filhos da vítima, em especial João Batista, eram conhecidos por praticarem maus tratos e agressões contra a própria mãe, quase sempre com motivação financeira, uma vez que os filhos “tomaram” o cartão de aposentadoria da mãe. Ainda de acordo com testemunhas, por vezes a vítima preferia dormir no mato, em vez de dividir a casa com os filhos, com medo de agressões.

Durante a sessão de julgamento, o Ministério Público afirmou que não houve provas da participação de uma outra ré envolvida no processo. Entretanto, o pedido de condenação contra João Batista Filho foi reiterado pelo MP, que expôs as provas e apresentou os indícios que indicavam que o próprio filho teria assassinado a mãe.

Após a manifestação da defesa, patrocinada pelo defensor público Carlos Roberto Barbosa, que negou a participação de João Batista no fato, o Conselho de Sentença acolheu a denúncia integralmente e condenou João Batista Filho pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

G1
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